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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Aluguel compromete mais renda que financiamento

Contratos de aluguel, mais curtos, refletem valorização dos imóveis com mais rapidez que prestação.



Quem mora de aluguel compromete, em média, 12,14% da renda com esse custo, enquanto a despesa dos mutuários com financiamento consome, em média, 6,7% da renda. É o que aponta estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre os dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2008/2009.



À agência Brasil, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Pedro Humberto Carvalho declarou: “o aluguel tem um sistema contratual que leva o inquilino a renegociar o valor das prestações a cada trinta meses e ao sabor do mercado. Como vivemos um boom do ponto de vista da valorização dos imóveis, isso é automaticamente repassado ao aluguel”. Em contrapartida, explica o economista, “os contratos de financiamentos são de longo prazo, com taxas de juros mais baixas e têm ainda como proteção o fato de que o valor do imóvel aumenta, mas o valor da prestação continua o mesmo”.



Os dados indicam que o custo da habitação pesa mais sobre a população mais pobre, que chega a pagar de aluguel por mês até 2% do valor venal do imóvel, enquanto a população mais rica paga uma prestação bem mais baixa por ter acesso a financiamentos imobiliários.


Apesar dos avanços, o financiamento imobiliário continua concentrado nas faixas de renda mais altas da população. Entre a fatia dos 25% mais ricos, 9% têm contratos de financiamento imobiliário, enquanto na outra ponta, dos 25% mais pobres, apenas 1,3% são mutuários de programas habitacionais.
Fonte ImovelWeb

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